Será que temos controle sobre o nosso destino?

Categoria: Destaque | Publicado: quarta-feira, setembro 16, 2020 as 09:30 | Voltar

"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos". Albert Einstein

O que de fato define o rumo de cada um? O destino ou o livre arbítrio? Se for o destino, tudo depende da sorte ou do azar. Se for o livre arbítrio, depende apenas de nossas escolhas… Contudo, crenças à parte, hoje o “Inspire-se” apresentará narrativas que fizeram de uma forma ou de outra eles trabalharem na PGE de Mato Grosso do Sul.

São 26 anos de atuação na PGE e, ao conversar com o procurador do Estado, Ulisses Schwarz Viana, quase que é inacreditável ouvir ele revelar como chegou à instituição. “Sendo sincero, eu entrei por acaso na PGE. Fiz as provas devido ao convite de um amigo que queria muito fazer o concurso. Ele insistiu tanto que acabei topando em fazer também. Na época, eu já era professor e dava aulas de Direito Comercial, não tinha tempo para nada. No final das contas, eu passei e ele, infelizmente, não conseguiu”, conta ao mexer no baú de suas memórias.

Ele lembra que chegou a lecionar na graduação do curso de Direito da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) a vários alunos que hoje são procuradores do Estado de MS, alguns em posições de alta relevância na instituição e na administração pública estadual. Atualmente, trabalha no escritório da PGE em Brasília, junto aos tribunais superiores. “Eu estava bem. Adorava o que fazia, mas, com a aprovação, minha vida mudou muito. Eu não entrei na PGE, a PGE entrou em minha vida e hoje sou um apaixonado pelo Direito Público e ainda me dedico atualmente a ele na área acadêmica, principalmente ao Direito Constitucional” afirma sorridente a respeito da reviravolta vivida.

Entusiasmado com a Advocacia Pública, hoje é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito e ainda ocupa a presidência da Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradorias-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg). Indagado sobre seu ofício, ele revela categoricamente: “Digo sempre aos meus colegas que a Advocacia Pública é para os fortes. São muitos desafios, incompreensões do nosso papel e muito dinamismo na carreira. Quando você é um advogado público muda sua visão de mundo, do próprio Direito, a forma de você olhar o próximo, é algo inexplicável”, finaliza com gratidão o caminho apresentado pela vida a ele.

Outro “acaso” é o que aconteceu com Jordana Pereira Lopes Goulart. Completando três anos na instituição, a procuradora do Estado confidencia que seu foco era a magistratura do Trabalho até conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul. “Foi uma maravilhosa surpresa do destino. Nunca me imaginei atuando na Advocacia Pública até ser convencida pelo meu noivo Raphael, na época, em prestar o concurso que ele também iria fazer. Acabou que eu passei e ele não e ainda me apaixonei, de forma surpreendente, pela função que exerço”, conta entre risos.

No primeiro ano de PGE fui comunicada que tinha passado no concurso do Ministério Público do Trabalho; aprovação na área que sempre lutei para conseguir, mas aí não adiantava mais, tanto a carreira de procuradora quanto os colegas e as experiências que em tão pouco tempo vivenciei em Mato Grosso do Sul, pesaram muito na minha escolha para continuar na instituição. Foi difícil na época, mas a cada dia vejo que fui certeira na minha decisão…. O noivo? Ah, neste tempo já nos casamos e ele veio junto comigo. Hoje atua como advogado em um escritório e somos muitos felizes no Estado que nos acolheu”, declara a goiana que começou a carreira no município de Ponta Porã e, em pouco tempo, foi removida para Campo Grande.

Para ela, ser procuradora é “ter consciência que em qualquer atuação que faça vai ter interferência na melhoria do Estado. É ter uma espécie de poder de transformação, de ajudar a coletividade, de lutar pelo bem comum. Além disso, existe um dinamismo que não é oferecido por todas as carreiras jurídicas, bem como uma diversidade de matérias nas quais se pode atuar, o que me fascina bastante. É muito interessante a repercussão das atividades da nossa carreira no que diz respeito à questão sócio-econômica, por exemplo. O quanto ela é relevante para a efetivação das políticas públicas e também dos investimentos públicos”, conclui sua opinião.

Mais uma história na qual o destino ocupa um espaço de destaque trata a respeito de Christiana Puga de Barcelos. Com 17 anos de PGE ela conta que: “Terminei a faculdade e iniciei meus estudos para concurso público. Na época, era assessora de procurador de Justiça, no MPMS, e prestei concurso para as carreiras de juíza, promotora e procuradora do Estado, mas não passei. Contudo,  não desisti. Aquele concurso da PGE me fez conhecer melhor a atuação da Procuradoria-Geral do Estado e me apaixonar pelo Direito Público… logo depois, me casei e com tantas novidades, ainda não tinha traçado um planejamento para meu futuro profissional e meu marido já estava estabelecido em sua área de atuação, então, optei por me dedicar a concursos que poderiam atender à realidade na qual vivenciava naquele período da minha vida. Até que, em 2003, foi aberto novo certame para PGE, para o qual estudei muito. Fiz, passei e hoje vejo que não poderia ter acontecido algo melhor para mim... Consegui conciliar meu casamento, minha profissão, e, depois, os filhos. Hoje sou muito feliz, inclusive, por ter feito tantos amigos na carreira”, afirma com um sorriso leve e sua voz doce.

De acordo com a procuradora do Estado “atuar na Advocacia Pública é contribuir para que o Estado caminhe dentro da legalidade, da moralidade... é defender em juízo os interesses do ente público, sempre com o objetivo de ter uma Administração Pública mais eficiente e, consequentemente, com uma melhor qualidade do serviço público”, finaliza.

Outra narrativa de uma feliz "coincidência" que resultou no começo de uma nova carreira é a de Carlo Fabrizio Campanile Braga. “Eu era professor no curso de Direito de uma universidade privada e nem sonhava em prestar concurso para a PGE. Foi um amigo que me convenceu e acabei fazendo a inscrição na última hora, do último dia e, ainda, ele quem pagou para mim. Não acreditava que conseguiria passar porque trabalhava muito e não tinha tempo para me dedicar. À medida que fui sendo aprovado nas várias etapas do certame fui tomando confiança e comecei a estudar além da aula, para lecionar aos alunos, os conteúdos selecionados para as fases seguintes do concurso. No final, conquistei a aprovação e meu amigo não…” conta entre risadas e, ao mesmo tempo, solidário pela frustração do amigo.

O procurador do Estado diz que ministrou aulas até às vésperas de tomar posse e declara que hoje é muito realizado com a carreira. De acordo com ele, “ter a oportunidade de servir ao público, contribuir com a legalidade, com uma análise jurídica qualitativa em prol do coletivo e fazer o que gosta é fantástico”, diz. Entusiasmado, complementa: “comecei atuando em Nova Andradina, depois vim para Campo Grande. Atualmente atuo no escritório de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul e é um trabalho desafiador representar a PGE em algo tão inovador”, conclui o gaúcho que, nas horas vagas, dedica-se à sétima arte.

Dentro dessa temática, a narrativa de Natalie Brito Garcia deixa claro que “o acaso”, pode nos surpreender e muito. “Eu aspirava em fazer Oceanografia, mas na época precisava entrar em uma universidade pública dentro do meu Estado e, entre as carreiras tradicionais, a que achei melhor para mim foi o curso de Direito. Desde o início da faculdade comecei a fazer estágio: passei pela Procuradoria Federal do INSS, Advocacia-Geral da União, Defensoria Pública, Ministério Público Federal... e na medida que os anos foram passando, fui me apaixonando pela minha escolha”, revela aos risos.

A cuiabana é uma das mais novas integrantes da PGE de MS. Há apenas 10 meses atuando na instituição, ela continua sua história relatando: “Me formei e fiz uma viagem. Nesse período, recebi uma proposta de emprego para trabalhar em um escritório ‘boutique’ no qual eu atuava na área do Direito Público, especialmente nas ações de improbidade administrativa. Em quatro anos no local aprendi muito e ainda tive a oportunidade de trabalhar com um procurador do Estado de Mato Grosso. Então, com mais maturidade, e despertada para a área da Advocacia Pública, decidi prestar concurso público. Precisei sair do escritório, pois era difícil conciliar os estudos com a advocacia privada e, nessa jornada, o apoio da minha família e, especialmente do meu marido foram fundamentais. No terceiro certame passei e sinto que não há lugar melhor no qual poderia estar, a cidade, o clima, os colegas, a carreira e o melhor é que ainda estou pertinho da minha família e consigo dar um pulinho em Cuiabá, comer uma farofa de banana e matar as saudades... Estou muito realizada pessoal e profissionalmente", ressalta.

Ao ser questionada sobre a carreira, um silêncio paira durante a conversa... em seguida, a procuradora do Estado responde serena: “Eu gosto da definição dada pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, de que a Advocacia Pública é fundamental para a governança em um Estado Democrático de Direito com resultados e, sentir que faço parte dessa importante missão, ao mesmo tempo em que é uma grande responsabilidade e um compromisso permanente, também me dá uma enorme satisfação enquanto servidora, no seu significado mais genuíno, de servir à sociedade, auxiliando o gestor e orientando sob os aspectos da legalidade, probidade e transparência na consecução das políticas públicas, resguardando o interesse público e ajudando a construir transformações efetivas em prol da nossa sociedade”, finaliza.

"Coincidência" ou não, nossa última narrativa é de outro novato na instituição e para mostrar a você que tudo é possível, só basta a gente estar pronto quando a oportunidade bater à porta. “Minha vida foi uma sucessão de acidentes até chegar aqui. No início da faculdade era empolgado para atuar na carreira do Ministério Público. Durante o curso, me encantei pela advocacia, mas nunca me imaginei trabalhando como advogado público, até então uma carreira desconhecida por mim. Por acidente, logo após iniciar o exercício da advocacia, surgiu o concurso para procurador do Município de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, cidade onde eu residia. Tive a feliz surpresa de ser aprovado e começar a exercer a Advocacia Pública após apenas oito meses do término do curso. De lá pra cá, surgiu o amor pela Advocacia Pública, que só cresceu e ainda cresce até hoje. Desde sempre, conciliei estudos e trabalhos, pois ainda almejava outros postos dentro da área. Depois surgiu a oportunidade de um concurso em São José dos Campos, também interior do estado de São Paulo, fui aprovado e fui para lá como procurador do Município”, começa relembrando de suas memórias recentes, Henri Dhouglas Ramalho.

Um estudioso assíduo, ele não perdeu a oportunidade de concorrer a uma vaga de procurador do Estado do Amazonas. “Sempre com o apoio da família, eu novamente passei e fui exercer a função durante 10 meses. Então, eis que sou chamado para a PGE de Mato Grosso do Sul, o que me deixou imensamente feliz. Desde quando conheci Campo Grande, ao fazer as provas, eu tinha adorado a cidade e me imaginei morando aqui. Agora, já atuo há 10 meses na instituição e gosto muito do que faço. Quero morar aqui para sempre, adoro a cidade, estou conhecendo as pessoas, estou mais próximo da minha família... enfim, não me imagino em outro local”, conta o mineiro.

Depois das experiências em locais tão diferentes, sua visão sobre a carreira é a seguinte: “Considero o procurador do Estado como um protetor incansável da sociedade. Seja no consultivo, prevenindo conflitos e apresentando soluções, ou no contencioso, promovendo a defesa do Estado em juízo. Sem a atuação do procurador do Estado, a consecução do interesse público é inviável”, conclui feliz e satisfeito com o destino.

"É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado". Anthony Robbins

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Foto capa: Pixabay
Arte: Guido Brey

Publicado por: Assessoria de Comunicação PGE-MS

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