Publicado em 06 mar 2026 • por Hanelise da Silva Brito •
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a PGE/MS (Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) destaca histórias de servidoras que, todos os dias, contribuem para o funcionamento da instituição com dedicação, competência e sensibilidade em suas áreas de atuação.
Aos 22 anos, Emilly Sales já soma conquistas importantes. Ela entrou na PGE/MS ainda como jovem aprendiz e com dedicação, vontade de aprender, foi contratada como servidora. “Acho incrível não terem me julgado por eu ter apenas 20 anos quando entrei aqui. Poderiam não ter me contratado, mas me ensinaram da mesma forma e nunca me excluíram por eu ser jovem demais”, conta.
Mesmo não sendo da área do Direito, Emilly destaca o quanto aprendeu desde que começou. “Eu aprendo coisas que não imaginava aprender tão nova, ainda mais por não ser da área jurídica. Sempre fui muito tímida, e aqui eu me desenvolvi muito. As mulheres sempre me acolheram muito bem”, pontuou.
Atenta às mudanças da instituição, decidiu iniciar o curso de Gestão de Inteligência Artificial ao perceber o avanço da Procuradoria na área de inovação. Para outras jovens que estão começando, deixa um conselho: “Não deixem o medo travar vocês. No começo, eu achei que não daria conta, mas consegui sendo eu mesma e me dedicando”.
A história da servidora Cibelle Melo também é marcada por desafios e decisões importantes. Formada em Administração e mestre em Administração Pública, ela entrou na PGE/MS por meio de um processo seletivo de trainee com etapas em nível nacional. Carioca, com formação em Brasília, escolheu Mato Grosso do Sul para crescer profissionalmente. “Eu poderia ter continuado em Brasília, mas vi a oportunidade de trabalhar em um lugar diferente e me desenvolver”.
Hoje, aos 31 anos, Cibelle é chefe da Unidade de Governança e Gestão Estratégica e dos Escritórios de Projetos e Processos. O setor acompanha a atuação dos demais setores e propõe melhorias para que a instituição cresça e se desenvolva. Quando chegou, tinha 25 anos e pouca experiência além do estágio. Também precisou se adaptar a uma nova cidade. “Chegar a um lugar onde você não tem família ou rede de apoio é desafiador. Mas aqui encontrei abertura e oportunidades”, comentou.
Ela destaca ainda que o aprendizado vai além da parte técnica. “Desenvolvi habilidades emocionais e comportamentais que me tornaram uma profissional e uma mulher melhor”.
Essa percepção sobre o impacto da vivência institucional também é compartilhada por aquelas que ingressam no programa de residência jurídica. Gitana de Ávila Rodrigues, que atua na Procuradoria de Pessoal, destaca a importância dessa trajetória. “A residência jurídica na Procuradoria tem sido gratificante. O dia a dia dentro da instituição me apresentou uma dimensão concreta do papel da Advocacia Pública e da responsabilidade com o interesse público”, afirmou.
Com 20 anos de atuação, a procuradora do Estado Ludmila Russi também acumula experiências marcantes. “Em 20 anos de procuradoria seria difícil eleger um único projeto marcante. Eu diria que todas as oportunidades que tive de contribuir na construção de projetos, normativos que envolveram o desenvolvimento e o desenho de políticas públicas foram muito satisfatórias. ”
Sobre o significado de ser mulher em posição de liderança na Advocacia Pública, ela afirma: “Significa estar em um espaço e em uma posição que exigem competência técnica, sensibilidade institucional e responsabilidade social”.
Com 26 anos de atuação na PGE/MS, Eunice Barbosa representa a experiência de quem acompanhou o crescimento da instituição ao longo do tempo. Mãe e avó, ela trabalha no setor de Protocolo, recebendo documentos e encaminhando para os setores responsáveis. “Trabalhar na PGE sendo mulher, com tantas mulheres liderando, significa algo maravilhoso para mim. Eu sempre gostei muito de trabalhar aqui”, afirma.
Ao longo da vida, enfrentou desafios pessoais importantes. Após perder o esposo, criou os filhos sozinha, conciliando trabalho e família. “Os desafios vêm tanto no trabalho quanto na vida pessoal. Mas nunca deixei de lutar”.
Ela também destacou o papel das mulheres na instituição. “A PGE cresceu muito, e nós, mulheres servidoras, fazemos a diferença aqui. Cada uma, no seu setor, exerce seu trabalho com responsabilidade”, finalizou.
Histórias diferentes, gerações diferentes, mas um mesmo propósito: contribuir para que a PGE/MS continue avançando. Neste Dia Internacional da Mulher, o reconhecimento é para todas que, com dedicação e responsabilidade, constroem a instituição todos os dias.
Por Maria Eduarda Paes, Programa de Estágio PGE/MS




